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Acordo com a FIFA teria garantido “Catraca Livre” em Curitiba

Prefeitura autorizou o funcionamento dos ônibus metropolitanos e municipais no dia que teve jogo da Copa.

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FOTO:WASHINGTON VASCONCELOS / DIVULGAÇÃO

FONTE:BLOG ÔNIBUS BRASIL



O primeiro dia de greve dos trabalhadores de transportes em Curitiba e Região Metropolitana teve “catraca-livre”, sem interrupção dos serviços na Capital nas cidades vizinhas que fazem parte da RIT – Rede Integrada de Transporte.

A paralisação somente dos cobradores e não dos motoristas, de responsabilidade do Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana, custou R$ 2,484 milhões aos cofres públicos.

A prefeitura autorizou e bancou a circulação sem a cobrança de tarifa.

Já no segundo dia, sexta-feira, nenhum ônibus saiu às ruas pela manhã e a frota foi liberada aos poucos por determinação judicial.

De acordo com matéria do Paraná On Line, no entanto, na quinta os serviços teriam sido garantidos por causa de um acordo entre as prefeituras e a FIFA.



As cidades-sedes e a FIFA assinaram um documento com várias cláusulas.

No item 22, as prefeituras se comprometem a oferecer transportes integralmente nos dias de jogos:

22: Ônibus e Trens: A Cidade-Sede, à medida que tenha autorização, garantir que tais ônibus e trens locais e nacionais que se conectam a Cidade-Sede e/ou operam dentro da Cidade-Sede:
(a) Estejam funcionando COMPLETAMENTE em todos os dias de Jogo na Cidade-Sede; e

(b) Continuem a funcionar por um período mínimo de 4 (quatro) horas após o final de cada jogo realizado na Cidade – Sede” – diz o documento que pode ser consultado no próprio site da prefeitura: http://www.curitiba.pr.gov.br/multimidia/00135824.pdf

Na quinta-feira, primeiro dia de greve, jogaram na Arena da Baixada, em Curitiba, Argélia e Rússia, às 17 horas.



Na sexta-feira, não houve jogo e não houve ônibus pela manhã.

A prefeitura diz que no primeiro dia de greve só autorizou a catraca-livre para que não houvesse prejuízo a nenhum passageiro, sendo ou não torcedor, mas que no segundo dia, não havia condições financeiras de manter a circulação dos ônibus sem cobrança de tarifa.

As empresas de ônibus disseram nesta sexta-feira que os sindicalistas impediram a saída dos veículos com a equipe completa: motorista e cobrador.

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Já o Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana, afirmou que a greve era somente dos cobradores, apesar de as reivindicações englobarem toda a categoria.

No início da noite de sexta-feira, houve acordo entre Sindimoc, Setransp – Setransp – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana e Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., gestora do sistema, e a greve foi encerrada.

Na quinta-feira foi a primeira “catraca-livre” na história das greves de transportes de Curitiba e Região Metropolitana.

Adamo Bazanijornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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